Ele vai chegar!!!

Agora sim! Tudo preparado para a chegada do meu novo CD Mayra Barros NEWDESTE!
Quanta espera, tanta ansiedade minha e de todos os queridos que me acompanham, sejam amigos ou fãs. Cada segundo, cada minuto, cada processo de desenvolvimento de definições finais. Idéia, conceito, maestro, músicos, estúdio, gravação, voz, nervoso, ficar rouca,  "caiu o teto!!!", lágrimas, sorrisos, alegrias, novas amizades, longa pausa pra shows de forró no Nordeste, enfim, um turbilhão de ventanias e brisas que se acomodaram e se preparam agora para a chegada de: Mayra Barros NEWDESTE!!!
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TROFÉU GONZAGÃO 2010.

O evento Troféu Gonzagão se transformou no que hoje é, através de uma confraternização, podemos dizer assim, dos artistas nordestinos, promovida pelo casal de empresários odontólogos Ajalmar Maia e Rilávia Cardoso. Pelo fato de eles serem apaixonados pelo forró autêntico e pela cultura nordestina em geral, desenvolveram uma amizade com alguns dos artistas e assim realizavam esse encontro em sua Clínica em Campina Grande-Paraíba apenas para movimentar a nossa cultura. Tais encontros foram tomando uma proporção de repercussão que ano passado eles realizaram o Troféu Gonzagão em Homenagem ao mesmo, e nesse ano de 2010, eles realizaram o Troféu Gonzagão- Edição Jackson Do Pandeiro.

Meus pais, Antonio Barros e Cecéu, mais uma vez receberam o Troféu Gonzagão. Ano passado pela convivência com o Luiz Gonzaga, pelas músicas também gravadas com ele. Nesse ano, pelos 80 anos de Antonio Barros, pelas obras gravadas com Jackson e pela convivência do artista no início de sua carreira com ele.

Fui convidada para me apresentar nesse evento, que esse ano se realizou na FIEP em Campina Grande-Paraíba, e me atrevi a cantar a música do meu próximo CD que será lançado em Agosto. Cantei "Gosto de Gostar", música de Antonio Barros e Cecéu, numa nova roupagem que se baseia nas batidas eletrônicas com instrumentos nordestinos, a sanfona normalmente presente. Fiquei ansiosa e preocupada, pois enquanto toda a festa tocava os típicos baiões, xaxados, cocos, etc., eu entrei cantando a música nordestina numa linguagem bem diferente do que todos apresentaram, inclusive meus pais. Confiram no vídeo (http://www.youtube.com/user/mairabarrosmca3#p/u/1/XYNzFiHwp1o).

Assim, lá subi ao palco, depois de meus pais, cantando a nova versão de uma música que já havia sido gravada como baião, pela cantora Eliane. E para meu alívio, alegria e muita honra, vi a reação positiva de todo público ali presente que se levantaram para ouvir com curiosidade: o que estava acontecendo? Dessa forma, apresentei um pouco do que virá na minha carreira e da minha proposta de levar a música nordestina para outros públicos ouvirem, os das grandes cidades, dentro das danceterias, através dos DJs. Não abandonando o forró, apenas divulgando sempre mais a nossa música nordestina.

Mayra Barros
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Primeiro CD de Mayra Barros

CD MAÍRA (Gravadora Sum Records)




Em 2003, Mayra Barros lança seu primeiro CD intitulado “Maíra” pela gravadora Sum Records em São Paulo. Nele constam treze músicas de vários autores além de Antonio Barros e Cecéu, produzidas e arranjadas pelo conceituado José Américo Bastos que atua no meio de grandes nomes como Alcione, Dominguinhos, Elba Ramalho e vários outros.


A música de trabalho Embolar Na Areia (de Hebert Azzul), ganhou duas versões remixadas pelo DJ Cuca a fim de divulgar a música nordestina através de outros ritmos, assim abrangendo o público ouvinte para o trabalho da cantora.

Nesse CD, merece destaque também a estréia de Mayra como compositora com os xotes Lua Branca e Nem Liga Pro Teu Beijo. Ouça algumas dessas músicas no http://www.myspace.com/mayrabarrosoficial
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Finalizando meu próximo CD.

Música é minha vida, o ar que eu respiro, é meu "ventre feminino". 

Como todas as carreiras, ser cantora também esbarra em obstáculos e não é por ser herdeira de uma história já renomada que as portas se abrem tão facilmente. É muita responsabilidade, é acima de tudo muito amor. E isso é o que eu tenho pela música, pela verdadeira expressão sonora e artística que emana das veias inspiradas dos poetas e compositores do Brasil, mais especificamente do Nordeste.

Eu sou a paraibana que não viveu o Sertão, nasci e vivenciei minha adolescência no meu querido litoral pessoense e morei durante 13 anos em São Paulo, cidade que me conquistou pelo seu ritmo de desenvolvimento e seu requinte. Essas duas experiências me fizeram começar a pensar num conceito de Nordeste diferente e mais colorido. Antonio Barros já havia rompido uma linha de poesias normalmente sofridas sobre a seca nordestina quando começou a compor suas músicas falando de amor e exaltando as festas juninas. E como o Sertão e a seca já foram esmeradamente bem retratados pelo nosso Rei Do Baião, Luiz Gonzaga, como artista, senti uma perturbadora vontade de colocar o nosso sotaque em voz alta e audaciosa numa sonoridade de característica urbana: a música eletrônica, as novas tecnologias de som, a influência das danceterias, que inevitavelmente está tomada pela cultura americana onde se encontram as vertentes do Jazz, Blue, Disco, Rap, Hip Hop entre tantos outros. E São Paulo me embasou dessas informações por ser uma cidade cosmopolita.

Assim, meu novo CD vem tentar abalar as estruturas do convencional e muitos vão achar estranho ouvir "Sou o estopim" (Antonio Barros), por exemplo, música que foi sucesso em 1976 com Sonia Braga e trilha sonora da novela Saramandaia da TV Globo, cantada agora como rap em algumas partes. Tudo isso é o resultado de minha inquietação, do meu amor pela música, de tentar respirar mais música, de sentir meu "ventre feminino", do que é fértil em mim querer reproduzir, através da minha voz paraibana, a nossa essência, a nossa história para um mundo totalmente sem fronteiras nos ouvir.

Mayra Barros
12 de Novembro de 2009.
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Biografia


Maíra Barros Silva nasceu em João Pessoa, no Estado da Paraíba, no dia 5 de Setembro de 1976 e desde o berço estabeleceu vínculo com a música, pois é filha do casal de compositores e cantores Antonio Barros e Cecéu. São mais de setecentas músicas de autoria dessa dupla gravadas pela maioria dos intérpretes brasileiros e até de outros países como Israel, Portugal e Itália.

A artista passou sua infância acompanhando de perto toda a produção de grandes sucessos nacionais como Bate Coração, Homem Com H, Por Debaixo Dos Panos, Amor Com Café e inúmeras outras. Essa convivência com a criação das músicas e com os artistas que vieram a gravá-las influenciou fortemente na escolha de sua carreira.

Em 1995 entrou para o curso de Comunicação Social pela Universidade Federal Da Paraíba, mas não chegou a cursar, pois ela e os pais resolveram ir morar em São Paulo, capital, onde estão há 15 anos e passam temporada na Paraíba no período das festas juninas para fazerem seus shows.

Enquanto Mayra trabalhava na divulgação e produção dos shows de Antonio Barros e Cecéu, na capital paulista, também cursava Letras. Mas foi em 1998, num dos shows das festas juninas em Campina Grande-PB, em que ela fazia backing vocal, que seu pai a chamou para cantar Sou O Estopim (de Antonio Barros). Essa foi sua primeira experiência no palco, e a partir daí definiu a música como profissão em sua vida, principalmente devido ao estímulo do público e dos fãs que foram ao seu encontro no camarim a fim de parabenizá-la pela sua apresentação.

Desde então ela vem apresentando seus próprios shows, nos quais os verdadeiros ritmos nordestinos como o xote, o baião e o xaxado estão presentes, fazendo a diferença em mostrar o forró, com classe, através de sua jovialidade, beleza, não negando sua herança genética, nem mesmo suas origens.

CD MAÍRA (Gravadora Sum Records)

Em 2003, Mayra Barros lança seu primeiro CD intitulado “Maíra” pela gravadora Sum Records em São Paulo. Nele constam treze músicas de vários autores além de Antonio Barros e Cecéu, produzidas e arranjadas pelo conceituado José Américo Bastos que atua no meio de grandes nomes como Alcione, Dominguinhos, Elba Ramalho e vários outros.

A música de trabalho Embolar Na Areia (de Hebert Azzul), ganhou duas versões remixadas pelo DJ Cuca a fim de divulgar a música nordestina através de outros ritmos, assim abrangendo o público ouvinte para o trabalho da cantora. Nesse CD, merece destaque também a estréia de Mayra como compositora com os xotes Lua Branca e Nem Liga Pro Teu Beijo.
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Parabéns, Pai!

ANTONIO BARROS- um pouco de cada gente, um pouco de cada tempo


Antonio Barros nasceu no dia 11 de Março de 1930 na cidade de Queimadas-PB e começou sua vida profissional tocando pandeiro na Rádio Tamandaré, compondo suas primeiras músicas e acompanhando, como pandeirista, Jackson do Pandeiro na Rádio Jornal do Comércio em Recife-PE. Ele desenvolveu seu próprio estilo e se consagrou definitivamente para o sucesso nacional num período quando se destacava um tema na música em que se retratava a fome e a seca do Nordeste. Antonio Barros, no entanto, se projetou com sua poesia romântica, "cantando" as festas típicas nordestinas onde as pessoas se encontravam para comemorar, namorar e dançar, transformando a dor em arte, alegria e romantismo através das suas obras que se tornaram imortais. 

Procurando Tu foi o primeiro sucesso de Antonio Barros que aconteceu entre 1971 e 1972, gravada pelo Trio Nordestino. Ela percorreu inicialmente sua trajetória tocando nas discotecas de São Paulo, passou por uma roupagem Rock'n Roll através da interpretação de Angelo Antonio, transformou-se sutil na interpretação da grave voz de Ivon Cury e ritmada e brincalhona nas vozes de Genival Lacerda e também na de Jackson do Pandeiro. No início dos anos 90, o grupo feminino Banana Split e É O Tchan também regravaram a obra. Entre tantos que a interpretaram, ela ultrapassou as fronteiras tupiniquins através de Roberto Leal que a vestiu no ritmo Vira e a levou para as terras lusitanas. Procurando Tu se manteve em primeiro lugar nas paradas de sucesso durante três mêses em 1972, e de acordo com um levantamento feito pela ADDAF (Associação Defensora dos Direitos Autorais e Fonomecânicos), até 1995, a música já tinha mais de 130 regravações.

Antonio Barros continuou no cenário do sucesso e despontou dessa vez com Vamos Lá Pra Ver, em 1973, "...todo mundo no casamento da Maria..."; marcando presença na Jovem Guarda através da dupla Tony e Frank. Ela foi se apresentar num programa da TV Globo do Rio de Janeiro chamado Aroldo de Andrade, mas foi interrompida pela Censura, pois era época do regime ditatorial. A música causou polêmica e a Censura pretendia tirar o programa do ar. Solicitaram que Antonio Barros levasse urgente a letra da sua composição a fim de provar que era "no" casamento e não "nú".
 
Também em 1973 a música Já Faz Tempo Não Lhe Vejo, "...estou feliz porque você está boa, você está boa, você está boa...", se consagrou nacionalmente. Enquanto isso, no Nordeste, contagiavam o povo as que viriam ser clássicos das festas juninas como Brincadeira Na Fogueia, Naquele São João, Forró Em São Miguel, É Proibido Cochilar, Forró Desarmado, Forró De Tamanco, O Neném, Menino De Colo entre centenas de outras gravadas pelas maiores expressões da música regional e nacional.
 
Sou O Estopim, outra música de Antonio Barros que também estourou sucesso nacional, primeiro foi gravada pela inconfundível e linda voz de Marinês "Rainha Do Xaxado", se encaminhou para a interpretação na voz da atriz Sônia Braga e se tornou trilha sonora da novela global Saramandaia em 1976. Mas, foi em 1981 que Antonio Barros recebeu o Troféu Imprensa do SBT na categoria de melhor música do ano- Homem Com H- gravada por Ney Matogrosso. Foi impactante toda a linguagem corporal desse artista cantando "...eu sou homem com H e com H sou muito homem...". Isso tudo rendeu várias execuções apresentadas no programa Globo de Ouro da Rede Globo que era o termômetro dos sucessos nos anos 80.
 
 Aproveitando a citação dos anos 80 e fazendo um trocadilho; atualmente aos 80 anos de vida completados no último dia 11 de Março de 2010, Antonio Barros continua compondo e fazendo seus shows, agora não sozinho, mas ao lado de sua mulher e parceira Cecéu há 38 anos, e por toda essa trajetória antes e depois dessa parceria, eles são reconhecidos como a dupla de compositores e contores com mais de 700 sucessos da história da música brasileira gravados pela maioria dos intérpretes.

Mayra Barros
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